Dentre os negros que vieram escravizados para o Brasil, grande parte eram provenientes dos sudaneses e bantos. Os sudaneses eram os iorubas, os gêges, os minas e os fanti; os bantos eram os angolas, os benguelas, os congos e os moçambiques.
Os sudaneses foram levados para a Bahia, e os bantos para o Rio de Janeiro, Maranhão, Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais, Pará e Amazonas. Os africanos trazidos para o Brasil possuíam uma religião politeísta que logo impregnou-se de cristianismo.
A mistura de devoção gerou o sincretismo religioso, quando uma imagem de santos católicos representava os santos africanos. Africanos de origem islâmica como os fulas e os mandes também foram trazidos para o Brasil e apresentavam uma religiosidade em Alá e Mariama.
A língua portuguesa falada no Brasil recebeu fortes influências africanas, termos como batuque, moleque, benze, macumba. Catinga, e muitos outros passaram a ser usados no país.
No folclore são de origem africana as danças de cateretê, jongo e o samba; e instrumentos musicais como o atabaque, a cuíca, a marimba e o berimbau.
A região do planeta que mais sofre com a fome provavelmente seja a África, onde a situação parece a cada dia piorar apesar da ajuda humanitária. Esta situação precisa ser enfrentada, pois uma pessoa faminta não é uma pessoa que se sinta livre. Mas é preciso, em primeiro lugar, conhecer as causas que levam à fome. Muitos acham que as conhecem, mas não percebem que, quando falam delas, se limitam, muitas vezes, a repetir o que tantos já disseram e a apontar causas que não têm nada a ver com o verdadeiro problema.
Por exemplo:
A fome é causada porque o mundo não pode produzir alimentos suficientes. Não é verdade! A terra tem recursos suficientes para alimentar a humanidade inteira. Estudos dizem que a Terra suportaria bem até 7,5 bilhões de pessoas.
A fome é devida ao fato de super população. Também não é verdade! Há países muito populosos, como o Japão, onde todos os habitantes têm, todo dia, pelo menos uma quantidade mínima de alimentos e países muito pouco habitados, como a Bolívia, onde os pobres de verdade padecem fome!
No mundo há poucas terras cultiváveis! Também não é verdade. Por enquanto, há terras suficientes que, infelizmente, são cultivadas, muitas vezes, para fornecer alimentos aos países ricos!
Existem imagens que falam mais que muitas frases ou palavras, por isso, não vamos comentar estas fotos. Apenas veja-as e tenha um momento de reflexão e ore pelos povos da África.
- Há 800 milhões de pessoas desnutridas no muundo.
- 11 mil crianças morrem de fome a cada dia.
- Um terço das crianças dos países em desenvolvimento apresentam atraso no crescimento físico e intelectual.
- 1,3 bilhão de pessoas no mundo não dispõe de água potável.
- 40% das mulheres dos países em desenvolvimento são anêmicas e encontram-se abaixo do peso.
- Uma a cada sete pessoas morre de fome no mundo.
Em imagens: A fome na África
Organizações não-governamentais se uniram nos últimos dias em um apelo por doações que, segundo essas agências, podem evitar que 14 milhões de pessoas morram de fome no sul da África.
As vítimas sob maior ameaça vivem em Moçambique, Angola, Zimbábue, Zâmbia, Lesoto, Maláui e Suazilândia – países que tiveram suas safras agrícolas praticamente reduzidas a zero por causa de catástofres naturais, como secas e inundações, e instabilidades políticas.
O Fundo de Alimentação da ONU conseguiu arrecadar apenas 22% dos US$ 500 milhões que esperava receber de governos quando lançou um apelo no início deste mês
Veja abaixo algumas imagens do drama africano:
Menino angolano desnutrido é atendido em um posto médico (Foto: Francesco Zizola/Magnum/MSF)
Menina recebe tratamento em um campo de alimentação em Angola (Foto: Francesco Zizola/Magnum/MSF)
Menino com desnutrição grave espera ajuda em Nharea, Angola (Foto: Francesco Zizola/Magnum/MSF)
Ex-soldados da Unita e suas famílias buscam ajuda em Angola (Foto: Francesco Zizola/Magnum/MSF)
Enfermeira do MSF atende menino ferido em Angola (Foto: Francesco Zizola/Magnum/MSF)
Chimwememwe Saolusi, de apenas três anos, é carregado pela mãe em Maláui
Mãe angolana chora a morte do filho (Foto: Francesco Zizola/Magnum/MSF)
A pequena Alick recebe leite no hospital de Lilongwe, em Maláui
Médico do MSF examina um menino em Kuito, Angola (Foto: Francesco Zizola/Magnum/MSF)
A Cruz Vermelha Internacional cuida das crianças ameaçadas pela fome em Kahsu, Maláui
Países que tiveram suas safras agrícolas praticamente reduzidas à zero por causa de catástofres naturais, como secas e inundações, e instabilidades políticas, milhões de pessoas morrem de fome no sul da África.
Efeitos da fome
Os efeitos demográficos da fome são pesados, mesmo que em curto prazo. Mortalidade é concentrada entre as crianças e idosos. Um consistente fato demográfico em todas as fomes em massa registradas, é que a mortalidade masculina é maior que a feminina, até mesmo em populações onde os homens vivem mais. Razões para isso é a maior resistência da mulher aos efeitos da fome, e que as mulheres tem mais conhecimento para conseguiur comida de outras fontes para alivias os efeitos.
Fome em massa também vem acompanhada de baixa taxa de fertilidade, seguido de explosão na taxa de natalidade logo após a fome. Mesmo que algumas teorias como de Thomas Malthus predizem que as fomes em massa reduzem a população para a quantidade de alimentos disponível, o fato é que mesmo as mais severas fomes em massa raramente conseguiram controlar o tamanho da população por mais de alguns anos.
Eles precisam de nós! Não é difícil ajudar! Visitar algum site de associações, colaborarem com pequenas contribuições, O mais importante é divulgar!
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